A Fitoterapia Chinesa faz parte de um sistema médico
milenar, muito maior e mais abrangente, que é a Medicina
Tradicional Chinesa. Consiste no uso de folhas, flores, frutos,
raízes, cascas de plantas e também partes de animais,
como ossos, para uso terapêutico. As diferentes maneiras
de preparo de plantas medicinais para sua utilização
na Fitoterapia Chinesa são muito importantes.
O diagnóstico é feito após responder a
um grande questionário baseado em hábitos alimentares,
histórico médico, estilo de vida, estados mental
e emocional, ginecologia, exames da língua e pulsação.
Após chegar ao diagnóstico, o fitoterapeuta escolhe
uma receita que mais se aproxime do quadro médico do paciente,
prescrevendo de cinco a quinze ervas combinadas entre si. Raramente
é usada uma só erva. Após esta primeira consulta,
que tem a duração aproximada de uma hora e meia,
o paciente deve voltar a se consultar pelo menos uma vez por semana,
ou a cada quinze dias, para que ajustes nas dosagens sejam feitos.
As ervas não são ingeridas por mais de trinta dias
sem uma prévia consulta com o fitoterapeuta.
As ervas têm sabores peculiares, como acre, doce, amargo,
salgado, azedo e suave. Existem também diversas temperaturas,
como quente, frio, morno, neutro, fresco e outras intermediárias.
A Fitoterapia Chinesa diz que doenças quentes devem ser
tratadas com ervas frias, e doenças frias devem ser tratadas
com ervas quentes. Estas preparações levam o paciente
ao equilíbrio, facilitando a digestão para que as
ervas sejam bem absorvidas. Muitas ervas são proibidas
durante a gravidez, pois podem favorecer o aborto. A auto-medicação
é contra-indicada.

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